REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS
1 de Junho de 2008
"Os textos das leituras deste domingo ajudam-nos na reflexão sobre a moral:
No Antigo Testamento e para Moisés, a vontade de Deus, o que cada um deve fazer ou evitar está escrito na Lei. Os judeus devem “gravar as suas palavras no coração e na alma”, precisam de saber que a Lei é “bênção ou maldição” conforme for ou não cumprida. No Novo Testamento vemos que cumprir simplesmente a Lei é cheio de limitações e de riscos. É necessário completar e explicar que o amor transcende a Lei, que a Lei pode servir de capa à irresponsabilidade e ao egoísmo, conduzir ao farisaísmo. S. Paulo sabe que o essencial não é cumprir mandamentos, é amar: o homem não se salva por ser fiel à Lei, por ter coleccionado boas acções, é salvo gratuitamente pelo amor de Cristo. O cristão deve esforçar-se por corresponder a Deus com a mesma totalidade e a mesma gratuidade com que Cristo se entregou por nós. Nomeadamente, deve amar o próximo como Cristo nos amou. “A paz de Deus... guarde os vossos corações e os vossos pensamentos em Jesus Cristo. Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro... tudo o que é virtuoso e amável, é o que deveis ter em mente.” (Filie. 4, 8)
No Evangelho, Jesus recorda que a devoção à Lei pode ocultar a mentira: “Muitos me dirão no dia do Juízo: Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, expulsámos demónios, fizemos prodígios? Então lhes hei-de afirmar: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” O “homem prudente, que fez a sua casa sobre a rocha”, é aquele que “ouve as palavras de Jesus e as põe em prática”. Mas as palavras de Jesus ainda menos se reduzem a um código. Mesmo dizendo que é preciso cumprir os mandamentos, a sua preocupação não é essa, mas sim dizer que são bem-aventurados os pobres e os puros de coração, os que perdoam e os que promovem a justiça e a paz, os que dão a vida pelos seus amigos."
Transcrito da Paróquia de Arganil
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