Muito se tem falado da educação nestes últimos dias.
E nunca é demais, pois que sem ela, a vida em sociedade torna-se um martírio.
Por isso mesmo,
Não queremos deixar de dar também nós (é mais um) a nossa opinião.
Se é certo que o que despoletou todo este alarido à volta da educação foi o facto de haver sido publicitado um vídeo em que uma aluna se atirou à professora por esta lhe haver tirado o telemóvel, não quer isto dizer que aí é que está o mal.
O facto não passa de uma gota de água no oceano.
Alguém dizia que uma criança deverá começar a ser educada não no dia em que nasce, mas vinte anos antes de nascer.
Concordamos perfeitamente, pois que é educando os futuros pais, que estes educarão vinte anos mais tarde os seus próprios filhos.
Quem não tem, não pode dar.
Como é que, sendo alguém mal educado poderá educar bem os seus filhos?
Sim, porque todo este mal já vem de casa.
Hoje em dia, a grande maioria dos pais, só se preocupa com o aspecto material e financeiro dos filhos.
Quanto a educação muito pouco.
Hoje pouco, muito pouco tempo se junta a família para que possam falar, conversar sobre os problemas da vida em geral e da família em particular.
E esse pouco tempo ainda passa a nenhum porque chegada a casa a mãe tem de cuidar da lida da mesma: fazer o jantar, arrumar a cozinha, fazer as camas, enfim toda uma lida que lhe não tempo para mais nada.
Depois acresce que (e também tem direito) quer ver a telenovela.
O pai quer ver o telejornal ou o futebol (sim que agora há futebol quase todos os dias).
E com tudo isto falta (não há mesmo) tempo para se conversar em família.
Vai-se para a cama.
E no dia seguinte a história repete-se.
É na família que está o começo da vida.
Quando aí funciona mal, ou muito deficientemente, tal facto reflectir-se-á pela vida fora:
È ver um automobilista que, parado num semáforo porque este está vermelho, a barafustar e vociferar porque, quando passa a verde, quem está à sua frente, não arranca imediatamente;
O transeunte que displicentemente atira o maço de tabaco vazio ou a embalagem de batatas fritas para o chão;
Aquele que estaciona o seu carro de qualquer maneira “roubando” um lugar que daria para outro porque “eu já me desenrasquei”;
Ou o outro que na mesa de um qualquer café, falando alto diz as maiores asneiras, incomodando que está ao lado.
Enfim um rol de situações que nunca mais acabaria de enumerar, mas que no fundo reflectem a mesma coisa: falta de educação.
E quer queiramos quer não, é um assunto que, como já ouvi dizer e concordo plenamente, todos nós que estamos vivos, não teremos vida suficiente para que o possamos ver resolvido.
È que não se resolve com leis, com decretos, com portarias.
Só modificando as mentalidades, a maneira de ser das pessoas e tal só virá a suceder se todos ou mesmo muitos colaborarem.
Por isso disse que nenhum de nós que hoje é vivo terá a dita de ver, porque só sucederá daqui a duas ou três gerações. Se é que será.
Mas é esta a realidade.
É o que temos.
E nunca é demais, pois que sem ela, a vida em sociedade torna-se um martírio.
Por isso mesmo,
Não queremos deixar de dar também nós (é mais um) a nossa opinião.
Se é certo que o que despoletou todo este alarido à volta da educação foi o facto de haver sido publicitado um vídeo em que uma aluna se atirou à professora por esta lhe haver tirado o telemóvel, não quer isto dizer que aí é que está o mal.
O facto não passa de uma gota de água no oceano.
Alguém dizia que uma criança deverá começar a ser educada não no dia em que nasce, mas vinte anos antes de nascer.
Concordamos perfeitamente, pois que é educando os futuros pais, que estes educarão vinte anos mais tarde os seus próprios filhos.
Quem não tem, não pode dar.
Como é que, sendo alguém mal educado poderá educar bem os seus filhos?
Sim, porque todo este mal já vem de casa.
Hoje em dia, a grande maioria dos pais, só se preocupa com o aspecto material e financeiro dos filhos.
Quanto a educação muito pouco.
Hoje pouco, muito pouco tempo se junta a família para que possam falar, conversar sobre os problemas da vida em geral e da família em particular.
E esse pouco tempo ainda passa a nenhum porque chegada a casa a mãe tem de cuidar da lida da mesma: fazer o jantar, arrumar a cozinha, fazer as camas, enfim toda uma lida que lhe não tempo para mais nada.
Depois acresce que (e também tem direito) quer ver a telenovela.
O pai quer ver o telejornal ou o futebol (sim que agora há futebol quase todos os dias).
E com tudo isto falta (não há mesmo) tempo para se conversar em família.
Vai-se para a cama.
E no dia seguinte a história repete-se.
É na família que está o começo da vida.
Quando aí funciona mal, ou muito deficientemente, tal facto reflectir-se-á pela vida fora:
È ver um automobilista que, parado num semáforo porque este está vermelho, a barafustar e vociferar porque, quando passa a verde, quem está à sua frente, não arranca imediatamente;
O transeunte que displicentemente atira o maço de tabaco vazio ou a embalagem de batatas fritas para o chão;
Aquele que estaciona o seu carro de qualquer maneira “roubando” um lugar que daria para outro porque “eu já me desenrasquei”;
Ou o outro que na mesa de um qualquer café, falando alto diz as maiores asneiras, incomodando que está ao lado.
Enfim um rol de situações que nunca mais acabaria de enumerar, mas que no fundo reflectem a mesma coisa: falta de educação.
E quer queiramos quer não, é um assunto que, como já ouvi dizer e concordo plenamente, todos nós que estamos vivos, não teremos vida suficiente para que o possamos ver resolvido.
È que não se resolve com leis, com decretos, com portarias.
Só modificando as mentalidades, a maneira de ser das pessoas e tal só virá a suceder se todos ou mesmo muitos colaborarem.
Por isso disse que nenhum de nós que hoje é vivo terá a dita de ver, porque só sucederá daqui a duas ou três gerações. Se é que será.
Mas é esta a realidade.
É o que temos.
In Jornal Nova Esperança
Edição Impressa, Abril 2008
Edição Impressa, Abril 2008
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