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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Comunicado de IMPRENSA DA JS-PENACOVA

Na entrevista concedida pelo Sr. António Catela, Presidente da Comissão Politica Concelhia do Partido Social Democrata de Penacova, ficou bem patente a dependência deste partido em relação ao actual presidente da Câmara. A verdade é que o PSD se centralizou na figura do Presidente da Câmara, sem que a sua actividade política se demarcasse dele. Ninguém conhece qual é o projecto do PSD para o Concelho, e isso é um facto que deve preocupar todos, pois a verdade é que o projecto do PSD para o concelho é o projecto do Presidente da Câmara, o que revela um vazio de ideias e uma obediência e vassalagem total. O Eng.º Maurício Marques tem a primeira e última palavra no que concerne á sua candidatura ao Município de Penacova. O Presidente que é “capaz de pegar numa chave e de apertar uma porca ou de desmontar um contador” tem assim a carta-branca do PSD para continuar a governar um Concelho, do qual é Presidente há 12 anos, sendo o principal responsável por um Concelho cada vez mais envelhecido, pobre e desertificado.

O Sr. António Catela admite “que na assembleia, talvez não tenhamos o arcaboiço político que tem o PS”, o que é uma verdade inquestionável, pois quem acompanha e tem conhecimento do trabalho desenvolvido na Assembleia Municipal, se apercebe que mesmo naquele órgão, todos os que foram eleitos pelo PSD, não ousam questionar qualquer medida do Presidente da Câmara. Ao longo desta legislatura, nenhuma proposta, nenhuma ideia foi apresentada por qualquer deputado municipal do PSD. Ao invés, constata-se uma oposição forte, séria e construtiva por parte do Partido Socialista, contrapondo a um amorfismo angustiante da bancada do PSD na Assembleia Municipal. Contrariamente ao que foi dito na entrevista pelo Presidente da Comissão Politica Concelhia do PSD, há um clima de perfeita solidariedade e cooperação entre a equipa de vereação e deputados municipais do Partido Socialista. Prova disso, foi o voto em consonância, contra o orçamento municipal e grandes opções do plano.

Foi abordado na entrevista, as apelidadas “obras de grande vulto”, que iriam contribuir uma nova centralidade para a vila de Penacova. Trata-se de uma afirmação curiosa, pois a localização daquelas infra-estruturas para além de a encarecer ainda mais, fruto de acidentado do terreno, em nada contribui para a criação de uma nova centralidade pois ainda vai concentrar no “escarpado da eirinha”, edifícios que podiam ser utilizados para expandir a vila para uma nova centralidade. Entendo por uma nova centralidade, uma zona de possível expansão onde se possam retirar aproveitamentos económicos (tornando a construção mais barata) e urbanísticos (criando novas zonas de construção).

Pedro Alpoim

Texto publicado por solicitação dos interessados

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008


Santo Natal e um feliz 2009

A equipa do Jornal Nova Esperança deseja um Santo Natal e um feliz 2009 a toda a comunidade em geral, e em especial com amizade para os colaboradores mais próximos, cuja ajuda tem sido fundamental.

Aproveitaremos esta época festiva
para retemperar forças.

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Pensamento para meditar durante a semana

“O maior risco é não assumir nenhum risco.”

Larry Susskind

in O Efeito Medici, Frans Johansson


(Fonte: colaborador)

sexta-feira, 13 de junho de 2008


Nossa culpa 2

Relativamente à notícia do PenacovaOnLine, apenas gostaríamos de deixar um esclarecimento: não nos sentimos de qualquer forma desrespeitados ou algo de semelhante e nem há necessidade de nos efectuarem um pedido de desculpas. Antes pelo contrário, obrigado por consultarem o Site do Jornal Nova Esperança e podem sempre fazer os reparos que acharem convenientes desde que justos e construtivos, como foi o caso.

Quanto às gafes do NE são assuntos técnicos devidos à falta de tempo dos colaboradores mais próximos, que por questões do trajecto da vida profissional, pessoal e agora de formação intensiva, há um ano a esta data têm pouco tempo de lazer disponível para “editar/publicar/engalanar” de forma merecida um Jornal que está perto de fazer 30 anos.


Nesta fase da vida do NE, era importante aparecerem mais colaboradores e pessoas interessadas em cooperar connosco (nas tarefas principais). Fica então o apelo, às pessoas que realmente queiram colaborar com o NE, pois serão bem-vindas.

terça-feira, 10 de junho de 2008


Três destaques do que li e ouvi

1- Nestes últimos dias, as notícias sucedem-se onde constam referências ao vosso concelho de Penacova de uma forma impressionante. Mais de 20. Claro! A greve dos motoristas e alguns dos nós da IP3 que atravessam esse concelho rural. Não há muito a referir, o governo “cobra” exageradamente nos impostos, o Português ou paga e “não bufa” ou reclama. As reclamações foram desta vez a nível nacional, e curiosamente basta um, dois dias, para os “vendedores” (os dos €€) de bens alimentares e outros, afirmarem a possibilidade de falta de bens para o consumidor final. Mau sinal. Pobre deste Portugal que vendeu a “paralisação” de áreas de produção a troco de gorjetas chorudas. Agora até se paga por produzir em excesso apesar de inúmeras pessoas a nível mundial à fome! Posso deixar o conselho, se “faltarem os combustíveis” usem-se os “carros de bois” para transportar as mercadorias alimentares da Europa até às paragens lusas! Ainda não será o caso, mas não tardará. A economia assente no petróleo tem os dias contados. Depois veremos… voltaremos talvez à idade média, com disputas… e guerras.

2- Segundo programa científico televisivo, as alterações climáticas aproximam-se, dado que as correntes oceânicas responsáveis pelo clima terrestre estão a chegar a limiares perigosos, nomeadamente salinidade da água e temperatura. Os investigadores, afirmam categoricamente, a manter-se o actual crescimento nestas séries temporais, num prazo de 10 anos, dar-se-á a mudança. Consequências: o trajecto das correntes oceânicas será diferente e o clima fará uma reviravolta “do dia para a noite”. Acontecerão grandes movimentações populacionais com os problemas inerentes. O nosso Portugal... entrará na era do gelo... supõe-se claro.

3- Portugal entrou com o pé direito no Europeu. A par com a nossa Selecção, Alemanha e Holanda fizeram bons jogos na primeira jornada. Falta ver os Campeões Europeus -Grécia -, que jogam hoje. Veremos nos próximos jogos, o desempenho dos lusos com as “pernas” mais cansadas e adversários de maior gabarito. O destaque até ao momento: Holanda “cilindrou” o Campeão Mundial de Futebol – Itália -.

terça-feira, 3 de junho de 2008


Dois destaques do que li e ouvi...

1 - Está para breve o início do Europeu, e a selecção Nacional foi muito bem recebida pelos Portugueses Emigrantes. Não sendo um adepto de futebol muito participativo, embora confesse simpatizar com a Académica, julgo ser importante realçar a "boa publicidade" positiva que a nossa selecção tem feito nas últimas campanhas pelo nosso País.

2 - Foi feita mais uma descoberta no campo das energias renováveis, na Universidade de Delft. Com uma técnica de fabrico totalmente diferente, onde se incorporam cristais nano contidos, cada fóton de energia solar recebido permite produzir 3 a 4 electrões.
Actualmente a eficiência dos paineis fotovoltaicos anda na casa dos 12% em ambiente aberto, e 25 em ambiente laboratorial. A nova descoberta permitirá no futuro eficiências de 44% em ambiente aberto, e o custo de fabrico será inferior ao painel fotovoltaico mais barato comercializado actualmente.

Consulte: Delft, artigo



sexta-feira, 30 de maio de 2008


Bem no timing certo…

Bem no timing certo…

Foi ontem notícia em alguns telejornais, o tema «a boa/má utilização dos conteúdos colocados Online, as difamações e métodos de defesa dos lesados». Uma das abordagens, a utilização de fotografias por terceiros partilhadas pelos autores através das diversas plataformas, incluindo Hi5 e outros sites que gratuitamente disponibilizam alojamento para os conteúdos do grande público.

Das situações referidas, uma, «pais que colocam Online a vida dos filhos, desde o seu nascimento, com os mais ínfimos detalhes». Como bom defensor desta plataforma julgo que todo o direito lhes assiste, porque na minha opinião não violam a lei, dependendo dos assuntos disponibilizados. Os conteúdos publicados passam a ser públicos, a menos que os autores coloquem salvaguardas de «condições de utilização», e, ainda assim, em última análise submetem-se à ética pessoal de biliões de pessoas que utilizam a internet.

A salvaguarda «condições de utilização», é utilizada por exemplo com a distribuição de software, onde muitos autores utilizam a palavra “Shareware”, para distribuir software ao grande público. É uma forma de vendedores e dos potenciais compradores garantirem qualidade para o comprador não “comer gato por lebre”. Um dos conceitos mais nobres que enaltece vendedor e comprador. Aliás foi este conceito que deu origem ao movimento de software opensource do qual sou um adepto incondicional. O opensource, vem dar “know-how” ao maior número de utilizadores, que ficam obrigados ao utilizarem esse software, a disponibilizar as suas melhorias à comunidade mundial. Este princípio é muito usado em países com uma cultura mais avançada e em boa verdade um bom princípio cristão.

Bem no timing certo… "a utilização de Blogs pelos autores (identificados, não identificados) para caluniar e difamar terceiros, e a volatilidade desses conteúdos que ora podem ser colocados Online, ora podem ser retirados". Este era um sub-assunto do tema da notícia que foi alvo de conversa a três, entre apresentador e convidados do dito telejornal.

Segundo, o que indaguei, aqui pelo vosso concelho de Penacova… esses ventos “já” sopram sob diversas máscaras …

Voltando ao tema:

Uma de várias perguntas da notícia dos telejornais: «quais as atitudes dos lesados para fazerem valer o seu bom nome?»

A minha opinião: Em primeiro lugar apelar ao bom senso dos difamadores para que efectuem um pedido de desculpas público. Falhando esta tentativa: «os difamadores posicionam-se com uma postura intratável» - não há possibilidade de diálogo -. A melhor atitude é deixá-lo(s) a conversar entre ele(s) próprio(s). Em alternativa usando o provérbio popular «quem não sente não é filho de boa gente», usar o recurso de última instância, apresentar queixa crime contra os difamadores. Os caríssimos leitores que estejam nesta situação, só devem recorrer a esta solução em último caso, e nos outros casos remeterem-se ao silêncio.

Pergunta do apresentador do telejornal: «Difamadores mascarados. Como identificá-los?»

A internet é uma “caixinha” de surpresas, algumas boas outras nem tanto.

Os difamadores são pessoas: o ser humano é identificado por dados biológicos e biométricos. Além destes é possível identificar univocamente as pessoas por caligrafia manual, pelo andar e pela escrita textual e sintáctica. Existe software para efectuar esses procedimentos. Na internet é ainda mais fácil identificar as pessoas, apesar das “máscaras”. Basta pedir ao alojador dos sites, as horas e os endereços que se autenticaram para editar as respectivas páginas. Com esses endereços IP, identifica-se o operador do difamador. Por lei internacional, Blogers, Hi5s,etc, e operadores são obrigados a terem registos (logs) sensivelmente por um ano. Os ISP’s, operadores de acesso à Internet são obrigados a guardar os IPs que atribuíram a cada cliente quando estes se ligaram. Assim é possível saber o endereço e o nome da pessoa ou entidades em quem está registado o acesso. Seja por ADSL, Internet Wireless, etc, não há hipótese de fugir a essa identificação. Claro, se a pessoa em questão tiver conhecimento acima da média, do género “hacker” informático, poderá tentar «camuflar-se», saltitando de servidor em servidor de forma ilícita. Só neste último caso é que a identificação se torna mais complicada porque existe a necessidade de seguir o rasto deixado nos diversos sistemas informáticos. Se a habilidade do “hacker” for excelente (só acessível a indivíduos muito, muito excepcionais) a identificação torna-se em alguns casos impossível. O procedimento para este “trace” dos IPS só está disponível após a apresentação de uma queixa crime, como é evidente.

Antes deste procedimento, o leitor deverá efectuar a cópia dos conteúdos ilícitos do site e identificar univocamente o site URL, a fim de serem usadas como provas.

Em resumo: para os caros leitores cibernautas, pessoas já com alguma cultura informática, nem que seja na óptica de utilizador, o melhor como em tudo na vida, será prevenir. Não divulgue dados em formato electrónico desnecessários, desde nome, morada, idade, nº de BI, NIF, contas bancárias, e fotografias críticas. Ao sentir-se lesado por conteúdos de algum site, fica então com o conhecimento do procedimento que poderá utilizar, sendo os meus comentários apenas um conselho. Fica a ressalva, se for o seu caso, deverá aconselhar-se por profissionais da área da informática e da área judicial. Se o caríssimo leitor for um “produtor” de conteúdos para a internet, nomeadamente blogger, hi5 ou outros, deverá pesar bem as palavras que utiliza e relatar factos dos quais tenha documentos que comprovem o que refere. Caso contrário, está no “papel” de difamador.

A rematar: no seu computador mantenha software de vigilância, nomeadamente firewalls, anti-vírus, anti-spywares e outros para salvaguardar os seus dados de Registry, aceda a sites bancários com muito cuidado, não responda a emails onde solicitem dados financeiros, use o MBNet ou PayPal para compras OnLine.

Se é um “expert” informático está por sua conta e bem, se não é, peça o conselho de profissionais ou de amigos conhecedores do assunto.

PS: Quanto ao meu Post de terça feira o “gafes e bigodes”, a meu pedido foi retirado, apesar de relatar factos, tem a falha de não ser possível provar que um era causa e o outro o efeito, foi como bem apelidado pelo NE “o meu pezinho nas diabruras” , apesar de uma brincadeira. Nesse sentido pedi ao N.E, que me presenteasse com um puxão de orelhas público, mas após ponderação, devo ser eu a fazê-lo. Assim, para os citados, as minhas desculpas públicas para as causas e efeitos cuja relação não é possível estabelecer, nomeadamente o “bigode”.

segunda-feira, 26 de maio de 2008


O que li e ouvi ...

O que li e ouvi ...

1- Ainda a viagem à Venezuela, que tinha como objectivo angariar trocas comerciais a fim de obter petróleo mais barato. A receptividade do Presidente da Venezuela deve-se talvez à famosa frase "porque não te cailas". Independentemente de quem tomou a iniciativa, o certo é que pessoalmente não gosto do regime, e faz-me pensar que existam talvez outras formas de resolver o problema, uma das quais o poço de petróleo Brasileiro no qual a Galp detém uma boa percentagem. É óbvio que provavelmente estarei errado, mas nas questões dos princípios não é algo de muito a 100%. Faz-me lembrar no entanto os estudos de história do secundário, onde as rotas comerciais dominadas pelos Portugueses nos trouxeram grandes feitos. Foi esse pensamento que me aflorou à mente. Assim ...

2- Um grande lapso da minha parte na última semana: Rui Costa fez o seu último jogo como jogador. Que saudade de ... o ver na selecção a jogar ao lado de Figo e de outros. Faltou-lhes apenas um grande título a nível de seniores, "O Euro 2004" seria bonito, e pouco faltou. Estava numa sequência lógica e era uma boa "prenda" depois do título de Campeões Mundiais de Júniores. Ainda assim mais um dos grandes craques que na sequência lógica da vida termina a sua carreira.

3- Nos "Prós e contras" da RTP1 na passada segunda feira, o tema foi os combustíveis, mais propriamente "Quem para a escalada dos preços dos combustíveis". Estiveram no programa várias entidades representando os diferentes sectores da economia Portuguesa, excepto as petrolíferas que se fizeram representar pelo Presidente da sua Associação, apesar do convite da moderadora do programa. Para quem não viu resume-se ao seguinte: de um lado as petrolíferas, do outro o Estado (não representado, por falta de convite da autora) e do outro os consumidores. Ficámos a saber que os preços são alterados em função da média do preço de crude da última semana, e que aparentemente não há por onde fugir (ponto de vista do Presidente da Associação das Petrolíferas). Um "expert" no mercado internacional de petróleo (que agora dirige uma empresa de energias alternativas), salientou que o petróleo "foi demasiado barato durante muito tempo" e agora era altura de introduzir o Biodiesel, produzido a partir de óleos queimados, nomeadamente incluir até 10% nos combustíveis. A ideia foi clara, não produzir biodiesel a partir de culturas agrícolas, mas apenas reciclar os óleos, o que segundo o especialista é suficiente para atingir os 10% e controlar a escalada dos preços. Os restantes sectores apresentaram o seu ponto de vista que reside na criação de combustíveis profissionais mais baratos e no argumento de colocar os preços portugueses semelhantes aos Espanhóis. Esta é também uma realidade, onde muitos impostos estão a ser desviados para a nossa vizinha Espanha. A ideia é clara, se o aumento continuar, a economia Portuguesa ficará asfixiada e as falências sucederão. Entretanto já em comunicado na semana passada, o Presidente da Galp, afirmou que o Estado deveria baixar os impostos sobre os produtos petrolíferos, que actualmente se situa em 59% na gasolina e 47% no gasóleo e que os preços antes de impostos em Portugal são semelhantes aos nossos vizinhos. Esta ideia foi entretanto rejeitada pelo Governo. Foi ainda referido que na Venezuela o preço do barril de crude pesado ronda os $15 / barril, sendo que existem três tipos de crude.

4- Ainda os combustíveis! De acordo com notícia avançada pelo N.E.Online no estudo do diferencial entre os preços do barril de crude de 2000 e 2008, existe um factor que actualizado rondava os 2.08. Mas como os preços já subiram, agora o barril custa cerca 2,3 vezes mais relativamente ao ano de 2000. Mas actualizando os preços:

Em 2000: um barril = $30.21 * 1.22 €/$ = 36.6 €

o gasóleo custava 0.60 €/l

Em 2008: um barril = $132 * 1/1.566 = 84.29 €

o gasóleo custa 1.42 €/l

84.29/36.6 = 2.30 = Imp = Inflação Matéria-prima

Em percentagem temos: (84.29 - 36.6)/36.6 = 131.96 %

Aplicando o mesmo factor temos: 0.60*2.30 = 1.38 €/l ainda assim restam 0.04€/l a mais.

Até aqui ficou a notícia do N.E. OnLine, porque não era relevante aprofundar a questão.

Mas fazendo essas contas de forma mais profunda, temos:

Um Barril contém cerca de 42 galões, ou seja 158.9873 litros de crude.

Em 2000: um litro crude custava 36.6/158.98 = 0.23 €/l.

Em 2008: um litro crude custa 84.29/158.98 = 0.53 €/l.

Da refinação, o crude contribuí para cada combustível da seguinte forma:

  • GLP => 8.1%
  • Nafta => 10.5%
  • Gasolina => 19.5%
  • Querosene => 2.6%
  • Diesel => 36.4%
  • Outros => 22.9%

Aplicando percentagens dos 158.98 l de um barril de petróleo utiliza-se em cada combustível o seguinte:

GPL = 8.1% *158.98 = 12.877 l
Nafta = 10.5% *158.98 = 16.693 l

Gasolina = 19.5% *158.98 = 31,001 l
Querosene = 2.6% *158.98 = 4.134 l
Diesel = 36.4% *158.98 = 57,869 l
Outros = 22.9% *158.98 = 36.406 l

Depois de refinado e acrescentados outros produtos, um barril de petróleo produz 75 litros de gasolina (ver aqui) e 139 litros de gasóleo (utilizando a mesma proporção).

A refinação da gasolina é mais cara do que o gasóleo.

Agora passaremos a usar teoria devido à falta de dados. Refinar fica 1.5 vezes mais caro do que extrair petróleo para gasóleo e 2 vezes para a gasolina, reportando aos preços do ano de 2000. Distribuir custa em média 0.5 vezes do preço de extrair (valor médio, pois se uma estação vender + litros / unidade de tempo, o preço de distribuição decai e vice-versa), e incluí-se aqui transporte, ordenados, exploração de postos, etc. (talvez 0.5 seja curto…)

Dividindo o preço do combustível da seguinte forma:

(€_crude + €_refinação + €_distribuição) * lucro * ISP * IVA = 0.60 €/l

(€_base_venda)*lucro*ISP*IVA = 0.60 €/l

Em 2000:

Preços de custo de refinação+distribuição: 0.2302 €/l * 2= 0.46 €/l

1 litro de gasóleo custa (0.23 €/l + 0.46 €/l) * 57.869 / 139 = 39.93 € /139 = 0.288 €/l = €_base_venda

IVA: 17%

ISP: 47%

0.60 €/l =1.17*1.47*(€_base_venda * lucro) <=> (€_base_venda * lucro) = 0.349 €/l

Lucro Empresas = 0.349/0.288 -1 = 21.18%

Assim dos 0.60 €/l que pagávamos em 2000 tínhamos:

Crude = 0.0958 €/l

Refinar = 0.1437 €/l

Distribuir = 0.0479 €/l

Lucro = 0.0614 €/l

ISP = 0.1640 €/l

IVA = 0.0872 €/l

Em 2008:

Cenário 1: O IVA subiu de 2000 a 2008 em 4%. O ISP teoricamente assume-se que se manteve constante assim como o €_refinação acrescido de inflação de 3% ao ano ou seja 24% em 8 anos(é lógico que assim seja? Parece-me que sim). Distribuição agravada em 20% e contando com o factor de 2,3 ou seja (2,3-1) = 130%. (TAB[2000_indexado_2008])

Cenário 2: Mantemos o Cenário 1, mas alterando o custo de refinação, que segue a tendência dos outros. Distribuição agravada em 20% e contando com o factor de 2,3 ou seja (2,3-1) = 130%. (TAB[2008])

Conclusão: Aumento percentual das várias parcelas… foi elaborada a actualização de preços de 2000 a 2008 levando em conta a inflação (24% em 8 anos), e depois aplicou-se a fórmula:

( Preço_2008 – Preço_2000_com_inflação) / Preço_2000_com_inflação


Peço a algum leitor que verifique as contas e me indique onde errei!!! Quem ganha este dinheiro todo? Os preços dos combustíveis subiram mais 5% (136%) contra os 131% do aumento do crude, os tais 0.04€/l. Sem descrever os preços de 2000 com inflação aos dias de hoje, a surpresa é ainda maior...

Para isso consulte aqui a folha de cálculo.

Nota: a tabela indica o aumento de cada parcela relativamente aos preços de 2000, mas já contabilizando nesses preços um aumento de 24%.

5- Depois deste exercício (4) perdi a vontade… de escrever, perdoem-me os leitores, ainda assim deixo aqui dois links sobre carros eléctricos: link_1 e link_2

6 - Julgo que muitos dos leitores já terão conhecimento, ainda assim transcrevo aqui um email que recebi:
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"BOICOTE ÀS GASOLINEIRAS

26 de Maio a 08 Junho - Galp
09 Junho a 22 Junho - BP
23 Junho a 06 Julho - Repsol

Estamos num país conhecido por ter um povo conformista e comodista. Pois bem, a contar com isto, as gasolineiras exploram o povo a seu "bel-prazer" sem que haja notícias de que o preço diminua.
Se pensarmos bem, o aumento do preço de combustíveis, significa que fica
mais caro o transporte de variados produtos de consumo essencial para todos nós. O que faz com que, por arrasto, todos os preços de bens e serviços aumentem.
Supondo que não estamos num país de gente abonada, considera-se uma boa
chance de tentarmos mostrar que afinal de contas, o dinheiro que conseguimos receber ao fim do mês é cada vez mais necessário para a nossa sustentação.
Como tal, é proposto por este movimento que se abdique de colocar
combustível em todas as grandes gasolineiras pelo máximo tempo possível, com o objectivo de que as gasolineiras se apercebam que algo vai mal para os seus lados, e comecem a tornar o seu preço mais competitivo.
Mas para isso acontecer terá que haver coordenação, e saber onde podemos, e
não podemos abastecer. Assim são propostos prazos mínimos para boicotar marcas específicas, conseguindo desta forma um maior impacto.


Em alternativa às mesmas, segue uma lista de postos de abastecimento com combustíveis mais baratos, bem perto de si:

(www.maisgasolina.com/combustivel-mais-barato)

"
--------------------------------------------------

(Nota: link já disponibilizado pelo NEOnline à várias semanas, junto da agenda, e onde ontem todos os Telejornais mencionaram às 20h o Site já indicado pelo NE)

sexta-feira, 23 de maio de 2008


Relendo o NE de Junho 2007...

Imprensa Regional - que futuro?

A edição impressa do NE do mês de Junho do ano passado, publicou um artigo de opinião sobre a Imprensa Regional que, pela sua actualidade, passamos a transcrever:

Noticiou o Nova Esperança, no seu último número, que este mesmo jornal, segundo a nova legislação, irá deixar de beneficiar do Porte Pago - que, como sabemos, se trata dum apoio nos custos de expedição postal - vendo-se, assim, obrigado a aumentar o preço das assinaturas.
Enquanto colaborador, apesar de pouco assíduo, acompanho o NE desde o momento da sua fundação. Recordamos o seu Director, Padre António Veiga, bem como os redactores principais ao longo destes anos, Prof. Egídio Santos, Dr.Reinaldo Ferreira, não esquecendo também os administradores, Alcibíades Ferreira e Jorge Conceição bem como muitos outros colaboradores que neste quarto de século lhe dedicaram e dedicam muito do seu tempo.
Pode esta introdução levar a pensar que se trata do prenúncio sombrio do fim da sua publicação. Não queremos suscitar esse sentimento. Pelo contrário, queremos, em primeiro lugar, lamentar a suspensão daquele apoio à maioria da imprensa regional. Em segundo lugar, deixar um apelo para que, de facto, este jornal, com as suas limitações e os seus defeitos, mas também com as suas virtualidades, não se veja confrontado com uma situação de se ver obrigado a suspender a sua publicação. Dependerá dos seus assinantes, actualizando as assinaturas; dependerá dos seus colaboradores, enriquecendo o seu conteúdo; dependerá, numa palavra, da capacidade de reacção face às dinâmicas tecnológicas e às forças económicas que pretendem, de algum modo, abafar a imprensa regional de pequena dimensão.
A política de redução e extinção do porte - pago ganhou força acrescida em 2001, quando o então Secretário de Estado da Comunicação Social anunciou o fim da comparticipação a cem por cento de modo a "moralizar o sector". Argumentou-se que, se não se aplicassem “ as terapias adequadas, a imprensa regional dificilmente sobreviveria e cumpriria a sua função enquanto instrumento de desenvolvimento do país e de afirmação da cidadania”. E depois, claro que se começaram a fazer contas ao investimento que Portugal fizera nos jornais regionais e rádios locais nos últimos anos. Em 2004, o Conselho de Ministros aprovou mesmo um documento sobre a Reforma da Comunicação Social Regional e Local, em que se falava de uma situação caótica que, da existência dum “modelo amador e proteccionista” vivendo da carolice se deveria, depois de um período de transição, chegar a um modelo de tipo empresarial.
Finalmente, o Decreto-Lei n.º 98/2007de 2 de Abril, que revoga o Decreto-Lei n.º 6/2005, de 6 de Janeiro, pretende introduzir “ um novo modelo de incentivo à leitura e ao acesso à informação”, fixando “ um regime proporcionado de partilha dos custos do envio postal de publicações periódicas, que leva a cabo uma ponderação entre a necessidade de intervenção do Estado na divulgação da cultura e da identidade portuguesas e, por outro lado, o incremento de novos suportes destinados à divulgação de conteúdos informativos”.
Que novos suportes? Trata-se do Portal da Imprensa Regional onde as entidades titulares de publicações periódicas de informação geral de âmbito regional, podem alojar as suas edições electrónicas em linha ( on line ), não acarretando despesas, garantindo-se a autonomia e independência editorial na gestão dos conteúdos, incluindo a possibilidade de sujeitar a pagamento o acesso dos leitores às edições electrónicas.” O Portal está disponível, desde o dia 5 de Abril, no endereço electrónico (provisório) http://www.imprensaregional.com.pt/ . Segundo o texto oficial “ tem em vista estimular a inovação tecnológica do sector e expandir as possibilidades de acesso às publicações periódicas portuguesas em qualquer parte do mundo.”
Mas o descontentamento está aí. O Dec - Lei 98/2007 ao prever a criação de um portal de imprensa regional, como meio de divulgação desses órgãos, parece não reflectir a realidade. É que, numa lógica semelhante à dos consulados virtuais, descuraria, por exemplo, a importância que tem, para os emigrantes, o facto de receberem o jornal, em papel, com a consequente carga afectiva, que esse acto representa. Além disso, reduzindo, de forma abrupta, os incentivos à divulgação da imprensa regional, há um prejuízo para os emigrantes que vêem nesses órgãos de comunicação social a ligação à sua comunidade e ao seu País. No fundo, trata - se de uma imprensa de proximidade, não apenas a nível geográfico mas também afectivo. Lemos, ainda, recentemente, um artigo de opinião de Mário Mendes Rosa, ex - editor do semanário “Beira Baixa” onde este recorda que “ a imprensa regional é, na maioria dos casos, o único meio de ligação com a terra natal. E adianta que, perante o genocídio da imprensa regional, numerosos jornais foram sufocados por quase todo o país.” São também muitos cidadãos anónimos que manifestam o seu descontentamento, alvitrando mesmo que “ o dinheiro e o poder das empresas de jornalismo estão a conseguir o que querem, sendo esta lei uma encomenda das grandes empresas, que aceitam pagar esta factura em troca da asfixia dos pequenos jornais locais, daqueles que não têm capacidade para sobreviver.”
Poderão ter existido abusos. Haveria que moralizar, não o negamos. Mas que se separe o trigo do joio. Há que modernizar tecnologicamente, sem dúvida. Parece-nos, no entanto, que tudo isto se insere numa política geral ( imprensa regional, escolas rurais, serviços locais de saúde) onde em nome da tal “ pura racionalidade “ e do “ bom senso” a tecnocracia de cariz absolutizante e o neo-liberalismo pretendem instalar-se, esquecendo as pessoas em concreto e as funções sociais do Estado, consagradas na Constituição. E são estes grupos mais desfavorecidos, os idosos, os emigrantes, as populações rurais, os mais atingidos.
Voltando ao Nova Esperança: fazemos votos para que sobreviva, se renove, se actualize jornalisticamente e continue a servir o concelho de Penacova por mais vinte e cinco anos no mínimo…em formato papel, em edição electrónica (a exemplo do tão conhecido “ Amigo do Povo “ que não esperou pelo Portal do Governo), ou mesmo integrando a blogosfera, como já vai fazendo entre nós o “ Correio de Coimbra”.
David Almeida

Junho 2007

foto:http://dn.sapo.pt/2008/04/13/041992.jpg

segunda-feira, 19 de maio de 2008


Foi notícia

O que li e ouvi...

1- O nosso Primeiro Ministro e alguns membros do Governo violaram a lei do tabaco ao fumar a bordo do avião fretado que levou a comitiva à Venezuela.
Entretanto, após pressão de algumas entidades, o Sr. Ministro efectuou um pedido de desculpas público e aproveitou a oportunidade para deixar de fumar.
Tal facto é de enaltecer, mas num estado que se diz democrático, deveria ainda o Sr. Primeiro Ministro e restantes membros, serem alvo de levantamento de Auto por violação da respectiva lei, nem que em última instância, fossem apenas repreendidos, sem direito a coima.
Se assim não for, experimente o caríssimo cidadão a ter o mesmo comportamento e depois verifique se tudo "passa" com um simples pedido de desculpas.

2- Falando em política, também o Sr. Presidente da República veio a público anunciar a sua admiração por um estudo cuja conclusão afirmava o fraco interesse dos jovens pela política, "descobrindo" o estudo, a falta de "aliciamento" dos jovens pelas artes da retórica política.
A admiração só pode ser mesmo para chamar a atenção dos Portugueses, pois seria suficiente verificar o passado de participação em eleições... desatenção? ou estratégia?
Entretanto, segundo o Forúm TSF levado a efeito sobre este tema, em consequência do estudo divulgado pela Presidência, foi ainda esclarecido que o desinteresse dos Portugueses se apresenta mais elevado na faixa etária a partir dos 28 , estando o nosso país situado no 2º lugar a contar do fim a nível europeu. Ainda assim, os jovens entre os 18 e os 28 anos de idade, apesar de apresentarem níveis de desinteresse equivalentes aos mais velhos, a nível europeu estão classificados a meio da tabela.
Sem dúvida, os dados divulgados devem ser alvo de reflexão, embora não tanto do cidadão em geral, mas talvez da classe política.

3- O Super-Porto perdeu a taça de Portugal e como é hábito nos três grandes, quando ganham são bestiais, quando perdem o árbitro foi uma besta. Sem muitos mais comentários, pois nem o tempo de ver o jogo perdi, dou os parabéns ao Sporting, por nesta época ter alcançado dois títulos (o único clube) e pelo seu segundo lugar no campeonato. Não fique o leitor com dúvidas, não sou adepto de nenhum dos três grandes, apenas dou os parabéns ao Sporting por ser o clube que mais tem apostado em formação de jovens, tendo trazido para o futebol Português grandes craques nos últimos anos.

4- Ainda durante a semana, o "Felipão" divulgou a lista de convocados para o Europeu, tendo a grande surpresa sido a ausência do "Maniche", que nas últimas edições (Mundial e Europeu) demonstrou um bom desempenho, contribuindo de forma decisiva para os grandes feitos da nossa Selecção e do "Felipão". Sem grandes comentários, é pena, pois pessoalmente gosto bastante da postura deste jogador, fico no entanto aguardar e a "torcer" para que "Mister Felipão" não se tenha enganado, pois jogadores em situações semelhantes (falta de jogos), como o "Peti", "Hélder Postiga" foram convocados. Claro, a não ser que o problema seja de outra índole, ainda assim, Boa sorte para todos.

5- O Gasóleo voltou a subir e como já todos percebemos não vai parar tão depressa. Entre "bluff", aproveitamentos de capitalistas para facturarem nos quais se incluí o próprio estado Português, interesse nos estados para diminuir o consumo de combustíveis e em consequência as emissões para cumprimento do protocolo de Quioto (que agora teve outra ratificação), tudo é possível.
Quem precisa... tem de pagar... talvez um movimento de cidadãos seja uma boa resposta, no mínimo para colocar os preços idênticos à vizinha Espanha. Que saudade de políticos competentes que tivessem apostado em redes de transporte públicos eficientes, nomeadamente metros, etc,etc, (comentarei noutra ocasião). Nalgumas decisões políticas aproveitam para citar exemplos de países estrangeiros e noutras ficam-se nas "lonas"....

6-Este assunto já não é novo, mas aproveito para divulgar: aconteceu na semana passada na Av. Marechal Gomes da Costa no Porto em plena luz do dia. Seriam umas 15:30. Um sujeito ao parar nos semáforos foi abordado por um indivíduo, daqueles que costumam andar a tocar acordeão ou violino.
O indivíduo tinha um ar simpático e abeirou-se dele a tocar o tal acordeão. Ele decidiu dar-lhe 50 cêntimos, abriu o vidro e quando lhe estendeu a mão com a moeda, o indivíduo puxou-a violentamente e apontou-lhe imediatamente uma faca ao pescoço e obrigou-o a dar o telemóvel e a carteira, pondo-se imediatamente em fuga.
Nenhum dos condutores dos carros à volta se apercebeu ou fez qualquer coisa para o ajudar. A vítima dirigiu-se imediatamente a uma esquadra da polícia e contou o sucedido, onde, para espanto dele, foi informado de que já não era a primeira vez que isto acontecia, que já tinham cerca de 10 queixas de igual procedimento.
Trata-se segundo consta de uma rede que actua em todo o país, estando também já presente na região centro nomeadamente Coimbra.
Por isso cuidado, vidros fechados, se aparecem com pistolas, então perca o amor à viatura e "ganhe" a sua vida.

domingo, 11 de maio de 2008


É assim a vida...

É assim a Vida!!!

Muito se tem falado da educação nestes últimos dias.
E nunca é demais, pois que sem ela, a vida em sociedade torna-se um martírio.
Por isso mesmo,
Não queremos deixar de dar também nós (é mais um) a nossa opinião.
Se é certo que o que despoletou todo este alarido à volta da educação foi o facto de haver sido publicitado um vídeo em que uma aluna se atirou à professora por esta lhe haver tirado o telemóvel, não quer isto dizer que aí é que está o mal.
O facto não passa de uma gota de água no oceano.
Alguém dizia que uma criança deverá começar a ser educada não no dia em que nasce, mas vinte anos antes de nascer.
Concordamos perfeitamente, pois que é educando os futuros pais, que estes educarão vinte anos mais tarde os seus próprios filhos.
Quem não tem, não pode dar.
Como é que, sendo alguém mal educado poderá educar bem os seus filhos?
Sim, porque todo este mal já vem de casa.
Hoje em dia, a grande maioria dos pais, só se preocupa com o aspecto material e financeiro dos filhos.
Quanto a educação muito pouco.
Hoje pouco, muito pouco tempo se junta a família para que possam falar, conversar sobre os problemas da vida em geral e da família em particular.
E esse pouco tempo ainda passa a nenhum porque chegada a casa a mãe tem de cuidar da lida da mesma: fazer o jantar, arrumar a cozinha, fazer as camas, enfim toda uma lida que lhe não tempo para mais nada.
Depois acresce que (e também tem direito) quer ver a telenovela.
O pai quer ver o telejornal ou o futebol (sim que agora há futebol quase todos os dias).
E com tudo isto falta (não há mesmo) tempo para se conversar em família.
Vai-se para a cama.
E no dia seguinte a história repete-se.
É na família que está o começo da vida.
Quando aí funciona mal, ou muito deficientemente, tal facto reflectir-se-á pela vida fora:
È ver um automobilista que, parado num semáforo porque este está vermelho, a barafustar e vociferar porque, quando passa a verde, quem está à sua frente, não arranca imediatamente;
O transeunte que displicentemente atira o maço de tabaco vazio ou a embalagem de batatas fritas para o chão;
Aquele que estaciona o seu carro de qualquer maneira “roubando” um lugar que daria para outro porque “eu já me desenrasquei”;
Ou o outro que na mesa de um qualquer café, falando alto diz as maiores asneiras, incomodando que está ao lado.
Enfim um rol de situações que nunca mais acabaria de enumerar, mas que no fundo reflectem a mesma coisa: falta de educação.
E quer queiramos quer não, é um assunto que, como já ouvi dizer e concordo plenamente, todos nós que estamos vivos, não teremos vida suficiente para que o possamos ver resolvido.
È que não se resolve com leis, com decretos, com portarias.
Só modificando as mentalidades, a maneira de ser das pessoas e tal só virá a suceder se todos ou mesmo muitos colaborarem.
Por isso disse que nenhum de nós que hoje é vivo terá a dita de ver, porque só sucederá daqui a duas ou três gerações. Se é que será.
Mas é esta a realidade.
É o que temos.
In Jornal Nova Esperança
Edição Impressa, Abril 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008


Como fazer delinquentes?

A arte de mal Educar

Vivemos num Mundo com muita violência e visível falta de educação. Vale a pena pensarmos melhor nos valores que estamos a inculcar nos nossos filhos.
Polícias de Houston, no Texas, publicaram já há anos uma lista de 10 “conselhos” para “criar delinquente”.
Deixamo-los aqui para os educadores meditarem:
  1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
  2. Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.
  3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue à maioridade e decida por si mesmo.
  4. Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.
  5. Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
  6. Dê-lhe todo o dinheiro que puder. Isso irá substituir a atenção e o afecto que não lhe pode ou quer dedicar.
  7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar “traumas prejudiciais”.
  8. Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade contra o seu filho).
  9. Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-o, dizendo que ele tem um carácter difícil e nunca o conseguiu dominar.
  10. Por fim, vá-se preparando para uma vida de desgostos.
In Amigo do Povo

terça-feira, 8 de abril de 2008


Câmaras e associações responsáveis pela recuperação dos moinhos

Câmaras e associações responsáveis pela recuperação dos moinhos
Câmaras municipais e associações de desenvolvimento local são as principais responsáveis pelo estudo e recuperação dos moinhos tradicionais portugueses, um património que, segundo os especialistas, serve para ligar os habitantes ao território onde residem.
Segundo a Rede Portuguesa de Moinhos, muitos dos que são recuperados e abertos ao público com actividades estão a cargo de autarquias e associações.
De acordo com informações da Rede, municípios como Odemira, Santiago do Cacém, Montijo, Seixal, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais, Penacova, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Valongo, Vila Nova de Gaia, Boticas, Fafe, Viana do Castelo e a Região Autónoma dos Açores têm-se dedicado à investigação, realizam levantamentos, promovem recuperações e desenvolvem trabalhos pedagógicos.
Leia a restante notícia aqui

segunda-feira, 31 de março de 2008


Freguesias: lugar de democracia

Em vésperas de celebração do Vinte e Cinco de Abril, inquestionável marco da instauração da democracia no nosso país, acaba de ter lugar, na Madeira, o XI Congresso da Associação Nacional de Freguesias, com a presença de mil e quinhentos autarcas, tendo como lema, precisamente, “ Freguesias: lugar de democracia”.
Recorde-se que as primeiras eleições livres para as autarquias locais se realizaram a 12 de Dezembro de 1986, encerrando assim um cap´tulo da nossa história recente em que o exercício do poder a nível local se encontrava eivado de autocracia e centralismo, afastado da vontade das populações.
Ao longo destas três décadas, as autarquias e, neste caso, as freguesias desempenharam um papel importante no progresso e desenvolvimento local, graças ao seu carácter de governo de proximidade e de exemplo mais genuíno de democracia.
A importância das freguesias é, aliás, reconhecido, quer pela população em geral, quer pelos responsáveis políticos. De acordo com uma sondagem recente que procurava aferir, junto dos portugueses, o grau de credibilidade dos detentores de cargos políticos, o Presidente da Junta foi a personalidade referida em segundo lugar, apenas superada pela figura do Presidente da República. Na cauda da listagem constavam os deputados com assento parlamentar.
Em declarações na abertura deste congresso, o Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, afirmou que a s freguesias desempenham um “ papel essencial como pólo de desenvolvimento e modernização do país” e que o mandato de Presidente de Junta, “ pela sua natureza, tem uma dimensão extraordinária de voluntariado e dedicação generosa à causa pública e ao bem comum”. Também o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. Silva Pereira disse que “ mesmo sem a luz dos holofotes, sem honras de especial atenção mediática, é possível observar nas freguesias uma experiência única de participação política e cívica de muitas dezenas de portugueses que se dedicam desinteressadamente à promoção do interesse público”.
Mas, como se costuma dizer, nem tudo são rosas. Neste congresso estiveram em debate temas quentes como sejam, o novo quadro legal das freguesias, que se reconhece como urgente, mas que deverá assentar numa postura de diálogo e de respeito pelo Poder Local. Outro aspecto, algo polémico, é o que se relaciona com a revisão da Lei Eleitoral Autárquica. Também a perspectiva de extinção/ fusão de algumas freguesias pode vir a gerar alguma instabilidade no país se o processo não for bem conduzido. Um quarto tema em aberto é a questão das Finanças Locais, cuja revisão se revela pertinente, já que as verbas actualmente transferidas constituem “ uma ofensa à democracia e à dignidade dos autarcas”.
Nem todas as 4259 freguesias estiveram representadas. No entanto, o elevado número de participantes é revelador do dinamismo e renovação crescente desses homens e mulheres que, segundo o Dr. Alberto João Jardim, “ dão o corpo ao manifesto pelas populações”.
Pela voz do Governo, Silva Pereira reafirmou que “ pelos resultados alcançados, as freguesias merecem um reforço de competências ao nível da gestão e conservação de várias infra-estruturas e como prestadoras de serviços públicos”. Nesta linha, mas indo mais além, as conclusões do congresso sublinharam que as Juntas e Assembleias de Freguesia, bem entendido, são agentes privilegiados no desenvolvimento económico, no reforço da coesão social, na requalificação urbanística, na defesa dos valores ambientais e na preservação dos recursos naturais.
Novos tempos. Novas atribuições e competências. Poder Local, sim, para bem da democracia.
In Nova Esperança, Edição Impressa, Março 2008
David Almeida


Escassez de recursos naturais: a água

Mais de mil milhões de pessoas no Planeta não dispõe de um copo de água limpa, e 25 mil de entre elas morrem diariamente devido a doenças, como a febre-amarela ou a malária, provocadas pelo consumo de água de má qualidade.
Dificilmente nos lembramos destes números, ou melhor destas Pessoas, quando todos os dias desperdiçamos dezenas de litros de água e, raramente prensamos, que a água, ou falta dela, será um dos maiores, senão o maior problema do século XXI.
Aliás, conflitos provocados pelo controle do chamado “ouro azul”, não são uma novidade. E não falamos apenas dos problemas locais, que aconteciam antigamente pela posse da água e que frequentemente acabavam á “sacholada”.
Recorde-se, que o controle da água do rio Jordão, não foi alheio à Guerra dos Seis Dias em 1967, entre Israel e os vizinhos árabes. Com o final do conflito Israel obteve o controlo exclusivo das águas da Cisjordânia e do mar da Galileia, recursos responsáveis por mais de 50% da água potável do país.
Podemos enumerar outros exemplos de cursos de água que são potenciais geradores de conflitos:
Para além do rio Jordão, com problemas entre Israel, Jordânia e Palestina, o Eufrates e Tigre, com tensões entre Iraque, Síria e Turquia, o Nilo que pode gerar conflitos entre Sudão, Etiópia, Quénia e Egipto, ou o Ganges entre a Índia e o Bangladesh, já para não falar do nosso próprio problema, se a vizinha Espanha colocasse em prática o que já pensou, com a construção dos chamados transvazes.
Segundo as Nações Unidas, “nos últimos 50 anos verificaram-se 37 casos de violência declarada entre estados devido à água, sete deles no médio oriente” e o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) refere que “em igual período foram negociados mais de 200 tratados relativos à água”.
Isto mostra bem a importância da preservação dos Recursos Naturais, e deve levar-nos a reflectir, sobretudo a nós, que nos habituámos a abrir a torneira e a pensar que este bem essencial é um recurso ilimitado.
In Nova Esperança, Edição Impressa, Março 2008
António Simões
Comdt. dos Bombeiros Voluntários de Penacova
Pós-graduado em Protecção Civil