Mais de mil milhões de pessoas no Planeta não dispõe de um copo de água limpa, e 25 mil de entre elas morrem diariamente devido a doenças, como a febre-amarela ou a malária, provocadas pelo consumo de água de má qualidade.
Dificilmente nos lembramos destes números, ou melhor destas Pessoas, quando todos os dias desperdiçamos dezenas de litros de água e, raramente prensamos, que a água, ou falta dela, será um dos maiores, senão o maior problema do século XXI.
Aliás, conflitos provocados pelo controle do chamado “ouro azul”, não são uma novidade. E não falamos apenas dos problemas locais, que aconteciam antigamente pela posse da água e que frequentemente acabavam á “sacholada”.
Recorde-se, que o controle da água do rio Jordão, não foi alheio à Guerra dos Seis Dias em 1967, entre Israel e os vizinhos árabes. Com o final do conflito Israel obteve o controlo exclusivo das águas da Cisjordânia e do mar da Galileia, recursos responsáveis por mais de 50% da água potável do país.
Podemos enumerar outros exemplos de cursos de água que são potenciais geradores de conflitos:
Para além do rio Jordão, com problemas entre Israel, Jordânia e Palestina, o Eufrates e Tigre, com tensões entre Iraque, Síria e Turquia, o Nilo que pode gerar conflitos entre Sudão, Etiópia, Quénia e Egipto, ou o Ganges entre a Índia e o Bangladesh, já para não falar do nosso próprio problema, se a vizinha Espanha colocasse em prática o que já pensou, com a construção dos chamados transvazes.
Segundo as Nações Unidas, “nos últimos 50 anos verificaram-se 37 casos de violência declarada entre estados devido à água, sete deles no médio oriente” e o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) refere que “em igual período foram negociados mais de 200 tratados relativos à água”.
Isto mostra bem a importância da preservação dos Recursos Naturais, e deve levar-nos a reflectir, sobretudo a nós, que nos habituámos a abrir a torneira e a pensar que este bem essencial é um recurso ilimitado.
Dificilmente nos lembramos destes números, ou melhor destas Pessoas, quando todos os dias desperdiçamos dezenas de litros de água e, raramente prensamos, que a água, ou falta dela, será um dos maiores, senão o maior problema do século XXI.
Aliás, conflitos provocados pelo controle do chamado “ouro azul”, não são uma novidade. E não falamos apenas dos problemas locais, que aconteciam antigamente pela posse da água e que frequentemente acabavam á “sacholada”.
Recorde-se, que o controle da água do rio Jordão, não foi alheio à Guerra dos Seis Dias em 1967, entre Israel e os vizinhos árabes. Com o final do conflito Israel obteve o controlo exclusivo das águas da Cisjordânia e do mar da Galileia, recursos responsáveis por mais de 50% da água potável do país.
Podemos enumerar outros exemplos de cursos de água que são potenciais geradores de conflitos:
Para além do rio Jordão, com problemas entre Israel, Jordânia e Palestina, o Eufrates e Tigre, com tensões entre Iraque, Síria e Turquia, o Nilo que pode gerar conflitos entre Sudão, Etiópia, Quénia e Egipto, ou o Ganges entre a Índia e o Bangladesh, já para não falar do nosso próprio problema, se a vizinha Espanha colocasse em prática o que já pensou, com a construção dos chamados transvazes.
Segundo as Nações Unidas, “nos últimos 50 anos verificaram-se 37 casos de violência declarada entre estados devido à água, sete deles no médio oriente” e o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) refere que “em igual período foram negociados mais de 200 tratados relativos à água”.
Isto mostra bem a importância da preservação dos Recursos Naturais, e deve levar-nos a reflectir, sobretudo a nós, que nos habituámos a abrir a torneira e a pensar que este bem essencial é um recurso ilimitado.
In Nova Esperança, Edição Impressa, Março 2008
António Simões
Comdt. dos Bombeiros Voluntários de Penacova
Pós-graduado em Protecção Civil
Comdt. dos Bombeiros Voluntários de Penacova
Pós-graduado em Protecção Civil
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