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sexta-feira, 30 de maio de 2008


Bem no timing certo…

Bem no timing certo…

Foi ontem notícia em alguns telejornais, o tema «a boa/má utilização dos conteúdos colocados Online, as difamações e métodos de defesa dos lesados». Uma das abordagens, a utilização de fotografias por terceiros partilhadas pelos autores através das diversas plataformas, incluindo Hi5 e outros sites que gratuitamente disponibilizam alojamento para os conteúdos do grande público.

Das situações referidas, uma, «pais que colocam Online a vida dos filhos, desde o seu nascimento, com os mais ínfimos detalhes». Como bom defensor desta plataforma julgo que todo o direito lhes assiste, porque na minha opinião não violam a lei, dependendo dos assuntos disponibilizados. Os conteúdos publicados passam a ser públicos, a menos que os autores coloquem salvaguardas de «condições de utilização», e, ainda assim, em última análise submetem-se à ética pessoal de biliões de pessoas que utilizam a internet.

A salvaguarda «condições de utilização», é utilizada por exemplo com a distribuição de software, onde muitos autores utilizam a palavra “Shareware”, para distribuir software ao grande público. É uma forma de vendedores e dos potenciais compradores garantirem qualidade para o comprador não “comer gato por lebre”. Um dos conceitos mais nobres que enaltece vendedor e comprador. Aliás foi este conceito que deu origem ao movimento de software opensource do qual sou um adepto incondicional. O opensource, vem dar “know-how” ao maior número de utilizadores, que ficam obrigados ao utilizarem esse software, a disponibilizar as suas melhorias à comunidade mundial. Este princípio é muito usado em países com uma cultura mais avançada e em boa verdade um bom princípio cristão.

Bem no timing certo "a utilização de Blogs pelos autores (identificados, não identificados) para caluniar e difamar terceiros, e a volatilidade desses conteúdos que ora podem ser colocados Online, ora podem ser retirados". Este era um sub-assunto do tema da notícia que foi alvo de conversa a três, entre apresentador e convidados do dito telejornal.

Segundo, o que indaguei, aqui pelo vosso concelho de Penacova… esses ventos “já” sopram sob diversas máscaras …

Voltando ao tema:

Uma de várias perguntas da notícia dos telejornais: «quais as atitudes dos lesados para fazerem valer o seu bom nome?»

A minha opinião: Em primeiro lugar apelar ao bom senso dos difamadores para que efectuem um pedido de desculpas público. Falhando esta tentativa: «os difamadores posicionam-se com uma postura intratável» - não há possibilidade de diálogo -. A melhor atitude é deixá-lo(s) a conversar entre ele(s) próprio(s). Em alternativa usando o provérbio popular «quem não sente não é filho de boa gente», usar o recurso de última instância, apresentar queixa crime contra os difamadores. Os caríssimos leitores que estejam nesta situação, só devem recorrer a esta solução em último caso, e nos outros casos remeterem-se ao silêncio.

Pergunta do apresentador do telejornal: «Difamadores mascarados. Como identificá-los?»

A internet é uma “caixinha” de surpresas, algumas boas outras nem tanto.

Os difamadores são pessoas: o ser humano é identificado por dados biológicos e biométricos. Além destes é possível identificar univocamente as pessoas por caligrafia manual, pelo andar e pela escrita textual e sintáctica. Existe software para efectuar esses procedimentos. Na internet é ainda mais fácil identificar as pessoas, apesar das “máscaras”. Basta pedir ao alojador dos sites, as horas e os endereços que se autenticaram para editar as respectivas páginas. Com esses endereços IP, identifica-se o operador do difamador. Por lei internacional, Blogers, Hi5s,etc, e operadores são obrigados a terem registos (logs) sensivelmente por um ano. Os ISP’s, operadores de acesso à Internet são obrigados a guardar os IPs que atribuíram a cada cliente quando estes se ligaram. Assim é possível saber o endereço e o nome da pessoa ou entidades em quem está registado o acesso. Seja por ADSL, Internet Wireless, etc, não há hipótese de fugir a essa identificação. Claro, se a pessoa em questão tiver conhecimento acima da média, do género “hacker” informático, poderá tentar «camuflar-se», saltitando de servidor em servidor de forma ilícita. Só neste último caso é que a identificação se torna mais complicada porque existe a necessidade de seguir o rasto deixado nos diversos sistemas informáticos. Se a habilidade do “hacker” for excelente (só acessível a indivíduos muito, muito excepcionais) a identificação torna-se em alguns casos impossível. O procedimento para este “trace” dos IPS só está disponível após a apresentação de uma queixa crime, como é evidente.

Antes deste procedimento, o leitor deverá efectuar a cópia dos conteúdos ilícitos do site e identificar univocamente o site URL, a fim de serem usadas como provas.

Em resumo: para os caros leitores cibernautas, pessoas já com alguma cultura informática, nem que seja na óptica de utilizador, o melhor como em tudo na vida, será prevenir. Não divulgue dados em formato electrónico desnecessários, desde nome, morada, idade, nº de BI, NIF, contas bancárias, e fotografias críticas. Ao sentir-se lesado por conteúdos de algum site, fica então com o conhecimento do procedimento que poderá utilizar, sendo os meus comentários apenas um conselho. Fica a ressalva, se for o seu caso, deverá aconselhar-se por profissionais da área da informática e da área judicial. Se o caríssimo leitor for um “produtor” de conteúdos para a internet, nomeadamente blogger, hi5 ou outros, deverá pesar bem as palavras que utiliza e relatar factos dos quais tenha documentos que comprovem o que refere. Caso contrário, está no “papel” de difamador.

A rematar: no seu computador mantenha software de vigilância, nomeadamente firewalls, anti-vírus, anti-spywares e outros para salvaguardar os seus dados de Registry, aceda a sites bancários com muito cuidado, não responda a emails onde solicitem dados financeiros, use o MBNet ou PayPal para compras OnLine.

Se é um “expert” informático está por sua conta e bem, se não é, peça o conselho de profissionais ou de amigos conhecedores do assunto.

PS: Quanto ao meu Post de terça feira o “gafes e bigodes”, a meu pedido foi retirado, apesar de relatar factos, tem a falha de não ser possível provar que um era causa e o outro o efeito, foi como bem apelidado pelo NE “o meu pezinho nas diabruras” , apesar de uma brincadeira. Nesse sentido pedi ao N.E, que me presenteasse com um puxão de orelhas público, mas após ponderação, devo ser eu a fazê-lo. Assim, para os citados, as minhas desculpas públicas para as causas e efeitos cuja relação não é possível estabelecer, nomeadamente o “bigode”.

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