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quarta-feira, 11 de junho de 2008


Alterações Climatéricas

Alterações Climatéricas ameaçam países pobres

As alterações climatéricas deixaram de ser pensadas como uma mera possibilidade. Actualmente, vários países do mundo lutam contra as suas consequências e procuram diminuir os efeitos. A União Europeia está a desenvolver programas para mitigar os efeitos das mudanças do clima sobre os países pobres. No Bangladesh, o período das monções é cada vez mais reduzido e as chuvas caiem de forma mais intensa e devastadora. Em Dezembro de 2007, um ciclone provocou mais de dez mil mortos.

A Comissão Europeia estudou um programa financeiro, de longo prazo, para projectos de combate das consequências climatéricas e ajuda ao desenvolvimento dos países mais pobres. Os investidores foram convidados a constituir um fundo financeiro para apoiar projectos destinados a diminuir os efeitos das alterações climatéricas nos países mais pobres. Estes fundos funcionariam como um empréstimo, cujo pagamento e reembolso ficariam a cargo dos países industrializados. Afinal, são eles os principais responsáveis pelas alterações climatéricas.


Para mitigar os efeitos das alterações climatéricas, é necessário, resolver os problemas que estão na origem, em primeiro lugar. Para tal, era necessária uma grande mudança na produção e consumo dos países industrializados. Segundo o vice-ministro das relações externas de Cuba, os países industrializados são actualmente os responsáveis de 76 por cento das emissões acumuladas de gases causadores do efeito de estufa e os principais consumidores de energia. Trinta dos países mais industrializados do mundo consomem cerca de 80 por cento dos combustíveis produzidos. É necessário mudar radicalmente os actuais hábitos de produção e de consumo dos países industrializados. O excesso de consumo energético explica os elevados preços do petróleo na actualidade. Em alternativa, recorre-se aos bio – combustíveis, produzidos a partir de produtos agrícolas, num mundo com cerca de 850 milhões de famintos. Porém, a procura destes produtos, bem como a afectação de terrenos agrícolas para esses fins, está a provocar o aumento dos preços dos alimentos. Podemos aplicar aqui a metáfora da manta curta: quando se puxa de um lado, deixa o outro a descoberto. É necessário repensar a distribuição da manta: enquanto não houver manta que chegue a todos, os que estão demasiado embrulhados terão de ceder um pouco do seu conforto aos que nada têm.


Vanessa Ferreira
In Jornal Nova Esperança
Edição Impressa

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