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domingo, 8 de junho de 2008


REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS
8 de Junho de 2008
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Como neste domingo ouvimos proclamar, para Deus, o essencial não são os actos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação.
Assim, hoje, Oseias denuncia os que procuram controlar e manipular Deus e não estão verdadeiramente interessados em aderir, com um coração sincero, à aliança. Os actos externos de culto, mesmo os mais solenes, nada significam, se faltar o amor a Deus e ao próximo.

Por outro lado, S. Paulo diz-nos que a única coisa essencial é a fé. Abraão é o modelo para todos, não pelas obras, mas pela adesão incondicional e plena a Deus e aos seus projectos.

O exemplo de Mateus no Evangelho, com a sua resposta pronta ao convite de Jesus, é para nós uma catequese sobre a vocação.

Procurando “ver-nos a este espelho”, como é a nossa relação com Deus? Deus chama-nos a viver em aliança com Ele… Como é que nós respondemos ao seu “chamamento”? Com uma adesão verdadeira, que implica a totalidade da nossa vida, ou com um compromisso “a meias”?

Como numa relação humana, também na nossa relação com Deus a rotina, a monotonia e o cansaço nos pode fazer entrar num esquema religioso de resposta a Deus, que se baseia em gestos rituais, talvez correctos do ponto de vista litúrgico, mas que não são a expressão dos sentimentos do nosso coração. A minha oração é um repetir como se fosse uma cassete, ou é um momento íntimo de encontro com o Senhor e de resposta ao seu amor? A Eucaristia é, para mim, um ritual obrigatório, ou um encontro com Deus que me dá a sua Palavra e o seu Pão?

O culto a Deus, sem o amor ao irmão, não faz sentido. O nosso compromisso com Deus tem de se concretizar em obras em favor dos homens e em gestos libertadores, que levem ternura, misericórdia, à vida de todos aqueles que Deus coloca no nosso caminho.

Manter uma relação verdadeira e forte com Deus não é primordialmente praticar todos os actos de piedade que conhecemos ou que inventamos, observar escrupulosamente os mandamentos da santa Igreja, ou cumprir à letra cada parágrafo do código de direito canónico… a salvação não está na Lei, mas na Fé; por isso, a nossa experiência religiosa deve ser um encontro com Deus-amor, que nos oferece gratuitamente a salvação.

Se a salvação é sempre um dom do amor de Deus e não uma conquista nossa, como exigir, seja o que for, a Deus? Aprendamos a ver tudo o que somos e temos, não como a retribuição do nosso bom comportamento, mas como um dom gratuito de Deus. Deus não precisa do nosso bom comportamento para nada… A salvação que Ele nos oferece é algo totalmente gratuito, que resulta do seu amor infinito e da sua vontade de nos tornar plenamente felizes.

Como é que eu respondo ao dom de Deus? Com o orgulho e a auto-suficiência de quem não precisa de Deus para ser feliz e para se realizar? Com a “esperteza saloia” de quem pretende negociar com Deus para obter a salvação? Ou com o reconhecimento de que a salvação é um dom não merecido que, apesar de tudo, Deus me oferece e me convida a acolher?
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Transcrevemos de Paróquia de Arganil

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